Narração: Alexandre Pimenta, 2017.12.09

Territorios: Baia de Guanabara
Água!nabara - Território Urca é uma realização do Instituto Urca, da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal através da Lei de Incentivo à Cultura com o patrocínio da Companhia de Navegação Norsul.
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00:00:00 - Pressupostos e etapas do escotismo

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Partial Transcript: ALEXANDRE PIMENTA - A gente tem o da fazenda lá.…

ALEXANDRA - Olá! Posso aproveitar e gravar um pouco enquanto você tá falando?

ALEXANDRE PIMENTA - Pode, pode, tem problema não. A orientação é… atividades atléticas variadas e progressivas, então, a gente presume que a gente vai ter atividades variadas, atraentes e progressivas pros jovens, progredindo aos poucos, né? Então, vai ter uma orientação individual, né? A gente vai trabalhar em equipe. Um dos pressupostos do escotismo é trabalho em equipe, a gente sempre trabalha em equipe, em grupos. E a gente vai ter uma orientação, apesar de trabalhar em equipe, a gente vai ter uma orientação individual, um acompanhamento pessoal, então o chefe olha as potencialidades de cada jovem e… procura desenvolver. Por isso que a gente tem uma linha de formação que a gente chama, pra ele chegar ao máximo que ele pode ser, então tem uma linha que é, que são os valores assim, as etapas que ele deve progredir e que é um conjunto de etapas, ele vai tendo que ter um…

JALILE MEDEIROS - É deveres que chama? Ou não?

ALEXANDRE PIMENTA - Aham, são distintivos, recebem distintivos de progressão. Ah, então ele vai, conforme ele vai alcançando as etapas de progressão: espiritualidade… aí presume os valores, né? Espiritualidade, afetividade… ele troca o distintivo, pelo grau do distintivo. Mas, para chegar ao grau máximo, você tem que juntar essas, tem que ter uma recomendação do pessoal… Uma recomendação da sua tropa, então do chefe e dos garotos, né? Porque, como os garotos são divididos em equipes, eles têm, a gente tem um sistema de liderança próprio. Mas também tem que tirar as especialidades. As especialidades, cada jovem escolhe o que quer seguir. Então, a especialidade, eu sou uma pessoa que gosto muito de aves, então eu vou tirar uma especialidade ligada à natureza. E a gente tem uns ramos de especialidade, né? Então tem tecnológico, tem físico…

JALILE MEDEIROS - Aí cada um se direciona…

ALEXANDRE PIMENTA - Então você, obrigatoriamente, pra tirar o máximo tem que passar pelo menos em um deles, tem uma especialidade em cada um deles, mas você escolhe…

JALILE MEDEIROS - Como se fossem módulos, pequenos modulozinhos…

ALEXANDRE PIMENTA - Mas você pega de acordo com as suas aptidões, então tem gente que tira muito ligado… vai tirar várias especialidades ligadas a tecnologia, outros (?), o pessoal que gosta mais de mato, de ferramenta, de lidar com ferramenta. Obrigatoriamente ele tem que ter alguma de serviço, que ele vai ser, por exemplo… linguista, que é o cara que vai trabalhar com ecoturismo, turismo, então tem turismo também, aí você procura abrir. Tem área de física, então… trabalhar algum jogo, esporte…

JALILE MEDEIROS - O que tiver mais aptidão, né?

ALEXANDRE PIMENTA - É, então, mas aí você tenta procurar em cada um, pelo menos um você tem pra desenvolver, pelo menos um deles. Aí isso é individualizado, cada um escolhe o seu caminho. Tem algumas especialidades que são obrigatórias, porque a gente trabalha com campismo, então… saber montar barraca, essas coisas, é obrigatório pra eles, mas, na verdade, todas essas atividades de campo, de ar livre… Então, desde a época lá, de uma forma um pouco diferente, se falava em viver ao ar livre, conhecer a natureza… porque ele era, (?) era muito religioso, ele não entendia que a natureza era... a visão do trabalho de Deus, né? Assim, quando você olhava a natureza, você conseguia ver a presença de Deus, porque a natureza tá ali, e a gente devia cuidar dela. A gente devia cuidar dela, porque é um trabalho do criador, né? Aí, desde de mil novecentos... tem lá que tem que cuidar, assim, “ah, escoteiro é bom pros animais e pras plantas”, então, no sentido de cuidar, então, quando você anda, tomar cuidado. Assim, é diferente, você vai evoluindo, porque o pensamento evoluiu, mas você já tem sempre esse cuidado de olhar a natureza com outros olhos, né? Então, o meio ambiente sempre foi uma parte muito forte do escotismo, porque a gente, porque, na verdade, é campismo, né?

JALILE MEDEIROS - A área de trabalho, área de desenvolvimento…

00:03:57 - Campismo e trabalho em equipe

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Partial Transcript: ALEXANDRE PIMENTA - É, e aí a gente usou o campismo como um meio pra desenvolver as potencialidades. Um tempo atrás teve uma discussão, porque a gente dá muita ênfase ao campismo; aí o pessoal queria tirar um pouco, porque como é um movimento educacional… mas chegou à conclusão que não, né? Que, na verdade, o nosso chamariz é o campismo, o campismo é… a gente faz, eles vivem aqui, por exemplo, quando eles juntam, o sinal de patrulha presume o que? A gente vai dividir eles em pequenos grupos, dependendo da idade, de cinco a oito, que é o de escoteiro que é o básico; eles vão escolher o líder deles e vão dividir as etapas. Então, quando eles vão acampar, tem um que vai cozinhar, vai ter um que vai ser ajudante, vai ter um que vai construir esconderijo, que são tipos construções de bambu que usam sisal, ou construções de madeira, ou pensar de outra forma, então, vai criar estruturas; vai ter um que vai cuidar das ferramentas… conforme as aptidões de cada um…

JALILE MEDEIROS - Já fica dividido nesse grupinho.

ALEXANDRE PIMENTA - É, mas eles escolhem… Essa que é a coisa: eles se reúnem e escolhem o que cada um vai fazer. E aí, o que acontece? Esse líder, dentro do... então, a gente normalmente tem quatro equipes que trabalham juntos, quando a gente tá com o grupo completo. Esse líder de cada equipe, eles formam o que a gente chama de “corte de honra”, eles juntam pra decidir as atividades da tropa, então, o chefe é mais um facilitador do trabalho, ele vai tá ali pra de repente falar: “Oh, gente, isso aqui não dá pra fazer”, porque tem umas ideias muito doidas, “Vamos subir…”, “Então, tudo bem, a gente quer subir o Everest, mas pra subir o Everest, vocês primeiro tem que conseguir subir o morro da Urca, subir… então, vamos começar por partes? Vamos criar um plano de trabalho?”, e, conforme vai ficando mais velho, eles vão ganhando mais independência do chefe, então… Aí vai mudando um pouco o foco, né? Tanto é que o de 21 anos, de 18 a 21 anos, que é o último, o foco é serviço, né? Então, você servir, estar participando de trabalho comunitário, voluntário pra uma série de coisas, né? E o escoteiro aventura sênior, de 15 a 18, é desafio, então, o pessoal está escalando muito, tá fazendo. Aí eles decidem, inclusive, eles podem tirar o chefe do…

ALEXANDRA - Do comando.

ALEXANDRE PIMENTA - É, é mais difícil, né? Mas sênior é mais fácil que o pessoal mais rebelde. Mas, se eles chegarem à conclusão que o chefe não tá atendendo as possibilidades, eles podem montar uma “corte de ordem”, reunir e fazer uma carta ao presidente do grupo, que é o chefe geral, dizendo que eles consideram que o chefe não é adequado pra eles. Eu só vi isso acontecer uma vez, sendo sincero, muito difícil isso acontecer, os garotos normalmente se espelham no chefe, mas eles têm, onde é bem exercido, bem trabalhado, essa questão de ser anti-patrulha, você vê funcionando bem legal essa coisa de democracia; então, eles escolhem obrigatoriamente trocam o líder de tempos em tempos, eles revezam a liderança… e aí eles conseguem fazer, então, chegar aqui assim: “Não, chefe, acampamento aqui, a gente aqui não quer acampamento, a gente quer isso”, então, eles direcionam pra onde eles querem ir e o chefe vai podando.

JALILE MEDEIROS - Dosa, né?

ALEXANDRE PIMENTA - Dosa… é lógico que a gente, por exemplo, eu sou chefe dos lobinhos com Marco Antônio, que é de 7 a 11 anos, que são pequenos; eles vão ter muito menos independência, eles vão escolher uma atividade aqui e ali, a gente tenta encaixar… escoteiro, que é um pouco mais velho, já começa a ter; sênior tem uma liberdade quase toda, tem atividade que eles fazem sozinhos pro chefe ver e tal… e pioneiro, que é de 18, na verdade, esses pequenos grupos de trabalho não existem, o clã é o grupo de trabalho, a gente tem vinte; o que eles fazem é o seguinte: “Ah, eu tenho interesse nisso”, então, eles modificam os grupos conforme os interesses, e, assim, tudo tem um projeto com o tempo, porque a gente já considera que estão se preparando pra vida; então, na vida você tem que ter os projetos com o tempo, meio e fim; então, “A gente vai fazer esse projeto aqui, quem tá interessado? Encaixa nesse projeto”, o outro vem… aí tem projetos que têm o clã todo, tem projetos que têm separado, ou eles dividem em equipes de trabalho… Aí é mais, é bem interessante o clã como funciona, tem bastante gente, porque é um clã bem montado, você vê o trabalho em equipe, mas é uma coisa assim: “Ah, gente, pra esse trabalho aqui bom é esses três”, então, eles vão fazer esse trabalho de equipe, é bem… Os escoteiros, eles estão dentro das equipes deles; sênior você consegue ver um pouco isso também de interesse, em alguns momentos eles não vão fazer isso aqui pra tropa, mas é ideal que… E troca de liderança, assim, no meio da atividade, assim “Pô, pra essa atividade o monitor, líder, não é ideal esse cara que tá de monitor, quem sabe mais é esse aqui”...

00:08:40 - Escotismo e disciplina

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Partial Transcript: JALILE MEDEIROS - Isso funciona bem? Não há conflitos, não há nada?

ALEXANDRE PIMENTA - É, então…

JALILE MEDEIROS - Como é que vocês lidam?

ALEXANDRE PIMENTA - É, então… Quando tá bem estruturado, isso depende do chefe também.

JALILE MEDEIROS - Já tem que ter vindo bem estruturado, já tem que estar de lá atrás?

ALEXANDRE PIMENTA - Não. É lógico que, quando você entra assim, os garotos que entram no meio, os garotos que vêm de lobinho, que seguem a vida toda de escoteiro, quando eles chegam em pioneiro, isso é bem mais fácil, chega a sênior, isso é bem mais fácil, eles têm uma maior… Porque você pressupõe disciplina voluntária, né? Você pressupõe que vai… Ninguém é obrigado a ser escoteiro.

JALILE MEDEIROS - Já estão, né? Eles já estão ali…

ALEXANDRE PIMENTA - Se você é escoteiro, as regras são essas, então… Mas, quando tá ali, você pode questionar, mas tem certas coisas que você tem que aceitar aquela coisa. É uma divisão de equipe, né? A gente escolheu as atividades, têm 24 pessoas, eu quero uma atividade, mas 18 pessoas querem outra, vai fazer outra atividade. Isso faz parte do jogo, isso eles tem que aprender, isso eles vão aprendendo aos poucos. E aí depende, quanto mais novo, mais complicado; mas, conforme eles vão ficando mais velhos… e aí, se o chefe consegue. Eu acho assim, depende da chefia, e os garotos que estão dentro, se você dá uma liberdade pra eles fazerem e já tem alguns garotos que estão preparados, eles mesmos conseguem se auto-organizar, ter uma autogestão, mas é… a questão é que as regras tem que ser claras, eu acho, você tem que deixar as regras claras desde o começo, quando fala assim “Oh, gente, vamos fazer aqui…”. Então, quando eu vi isso de trocar o chefe, que eu disse que eu vi, foi justamente isso, né? O cara chegou aqui assim, você tinha uma equipe que viu o pessoal desde o lobinho, todos tinham essa maturidade, aí tinham as lideranças; e, o chefe, ele não queria que os líderes fossem aqueles, fossem outros que eram os caras que obedeciam mais, que tinham saco, né? Era mais… tava ali junto. Ele achava que os líderes, porque eram os mais sociáveis, assim; e ele não queria que fosse eles, ele achava que eles às vezes faltavam, estavam fazendo faculdade, assim, assim, assim… da idade deles, aí ele quis trocar, ele tentou dar um golpe. Aí os garotos reagiram e tiraram o chefe, porque eles disseram: “Não, a gente quer eles como monitores” e é importante, porque você tem…

JALILE MEDEIROS - E pra eles funcionava, né?

ALEXANDRE PIMENTA - Pois é, então…

ALEXANDRA - É o momento, obrigada!

(Vozes sobrepostas)

ALEXANDRE PIMENTA - Período de mudança, transição… Então, você vai ver aquele cara, pô, que vai tá usando o brinco… ele vai tá falando com o chefe zoando, não sei o que, meio… e era esse caso. Mas, quando eles precisavam fazer, na hora que eles precisavam fazer as tarefas, eles se organizavam e faziam. Só que, quando eles estavam assim, quando era uma coisa assim, um ambiente mais, você olhava assim: “Pô, eles estão sempre meio largados, não sei o que", mas é o estilo deles, porque tem o estilo diferente cada um. Só que, quando você precisava que eles estivessem organizados, assim de… “Ah, vamo montar…”

JALILE MEDEIROS - Se precisassem de verdade deles, eles estavam lá…

ALEXANDRE PIMENTA - É, e a patrulha funcionava bem. A gente tinha que fazer tal tarefa, aí, mas o cara, o líder, era um cara assim “Pô, cara, a gente tem que fazer isso, né, gente? Vamo fazer, mas isso vocês que sabem”, só que eles eram, como eles se conheciam há muito tempo, funcionava muito bem esse tipo de liderança, né? Não é todo lugar que funciona essa liderança de “Ah, você sabe o que tem que fazer, vamo…”. Aí o chefe: “Não, quero aquele cara não, que quero ter sempre a tropa (?), não, todo mundo arrumadinho, sempre, o tempo todo” e não vai ter, uma tropa assim ele não tem, porque você…

JALILE MEDEIROS - Tem sempre um… uma tropa melhorzinha...

ALEXANDRE PIMENTA - E depende do lugar que você tá, assim. Tem lugares que você precisa de um tipo de disciplina assim; por exemplo, tinha um grupo que era na Providência, os garotos eram totalmente largados; então, o chefe era mais… porque os garotos precisavam de um limite. Tá bom. Tá, então tá, tá bom. Tchau, tchau, obrigado!

JALILE MEDEIROS - Tchau, obrigada!

00:13:24 - Interesse de Jalile em Escotismo

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Partial Transcript: ALEXANDRA - Qual é o seu interesse com os escoteiros?

JALILE MEDEIROS – O meu interesse é... talvez participar da vida deles, oferecendo… eu vou descobrir o que eu tenho de melhor pra oferecer pra eles como voluntária, como instrutora, guia de turismo.

ALEXANDRA - Você é guia de turismo?

JALILE MEDEIROS - Sou. Guia da parte natural, do modo natural, eu gosto muito desse mundo aí, que eu acho que é importante pra eles. Tem o cultural, que eu faço pouco, e faço muitas trilhas, montanhismo; então, eu acho que, se eu conseguir acompanhar, vou dar o meu melhor, eu vou entrar em contato.

ALEXANDRE PIMENTA – Passei pra ela os grupos. Porque, o que eu tava falando com ela, a gente acha que ser escoteiro, quando ele entra, é o escoteiro pequeno, né? Mas a gente, na verdade, precisa de muito adulto, porque o suporte do jovem, o nosso foco é o jovem, mas quem dá o suporte são os adultos, voluntários, pessoas comprometidas, né? Então…

00:14:28 - Escoteiros e preservação do meio ambiente

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Partial Transcript: ALEXANDRA - E os escoteiros fazem trabalhos para o meio ambiente? Fazem, estão fazendo alguma coisa para a Baía de Guanabara agora, por exemplo?

ALEXANDRE PIMENTA - Então, a gente faz o… Como eu estava falando desde o começo lá, da fundação do escotismo em 1907, o foco do escotismo é estar junto do meio ambiente pra conhecer, conservar. Então, a gente tem vários trabalhos, porque a gente trabalha localmente, né? Cada grupo tem uma organização individual. Aqui, no caso, representa a região que é a reunião de todos os grupos, né? Mas a… Então, cada grupo individualmente faz trabalhos dentro, então… tem gente que trabalha lá em Campo Grande plantando reflorestamento; aqui a gente tá, meu grupo, como é em Botafogo, a gente tá mais ligado aqui à Urca, então, a gente participa de mutirão de limpeza, mutirão de replantio… sempre que precisa e a gente tem a oportunidade de encaixar nas atividades a gente vem. E tem os gerais, né? Então, ele pra ser escoteiro da pátria, por exemplo, ele tem que tirar uma insígnia que é de meio ambiente; então, tem que conhecer. Aí tem os módulos, né? Água, terra e ar, que eles têm que passar e conhecer. Agora, de atividade oficial, a gente tem, por exemplo, da região, a gente tem uma RPPN em Magé que é Mata Atlântica de baixada, que conserva lá o local. Tô até conversando com o pessoal de aves que a gente tem o levantamento de todos eles, porque vários ex-escoteiros viraram biólogos, então, um deles fez o levantamento lá de aves, que é um professor da UFRJ… Então, a gente vai ter isso. Em relação à Baía de Guanabara, a gente faz parte, a gente lançou a nível nacional, não só a Baía de Guanabara, a nível nacional a questão do plástico, né? Então, a gente lançou uma insígnia especial de um ano, pra esse ano 2017, começa em 2017 e termina em 2018, que é a “Insígnia Nacional de Marés Limpas”, então, o garoto vai fazer certas atividades. Na verdade, não vai fazer certas atividades, ele vai fazer um levantamento do que ele faz e vai tentar reduzir o uso dele de plástico pra evitar o plástico justamente com foco na Baía de Guanabara, no mar de maneira geral, né? A ideia de que o plástico tá indo pro mar, então…

JALILE MEDEIROS - Essa conscientização, né?

ALEXANDRE PIMENTA - É, então, no fundo, a gente vai dar esse foco, né? Vai ter essa insígnia; mas, pra ele ganhar a insígnia, ele vai ter que reduzir o que ele faz, ele vai ler; então, a gente vai explicar um pouco pra ele qual o problema que está acontecendo, a questão daquela ilha de plástico que tem no meio do mar. Então, a gente participou de várias atividades aqui. Teve uma aqui na Urca, que foi do (?), que era de limpeza de águas; a gente não veio pra cá, porque a gente concentrou em Copacabana, então, veio vários escoteiros do Rio todo pra Copacabana e a gente ajudou a limpar. Teve um na semana passada que a gente ajudou também, em continuidade, junto com o Aqualung, com o Instituto Aqualung. Então, a gente tá sempre procurando parceria pra fazer essas atividades, porque a gente entende que um dos focos do escotismo que a gente tem assim é o meio ambiente, né? Um dos valores que a gente quer incutir no jovem é a conservação do meio ambiente.

JALILE MEDEIROS - Vocês estão praticamente o tempo inteiro no meio deles, né? Vocês precisam disso também.

ALEXANDRE PIMENTA - É, mas a gente…

00:17:44 - Fundador do escotismo

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Partial Transcript: JALILE MEDEIROS - Teoricamente é um meio, pelo menos a ideia que se tem, por causa desse livro é que vocês precisam do meio ambiente pra ter essa…

ALEXANDRE PIMENTA – É, mas é uma relação de… não só de uso, mas de conhecer, preservar; porque, na verdade, a visão de Baden-Powell é que ela é um presente de Deus pra gente, né? Aquela coisa bem religiosa. Ele era neto de pastor, né? Então, aquela coisa bem religiosa. Ele era filho de pastor e neto de aventureiro, alguma coisa assim, bem… Mas aquela coisa: a natureza é o presente que Deus deu pra gente, é onde a gente vê os milagres acontecendo e a gente pode ver melhor Deus. Aí o que ele via na Inglaterra, imagina a Inglaterra com toda recessão, o começo de 1907, 1900, ali mil oitocentos e pouco, ele vê os jovens nesse processo de recessão, que talvez a gente esteja hoje, né? De degradação, essas coisas todas, e esquecendo do meio ambiente. Aí ele queria levar justamente isso pro pessoal, conhecer… Aí o meio ambiente vai ser o foco pra atividade física, atividade afetiva, né? Melhorar as relações afetivas entre os jovens sociais, né? Ele via que… Hoje, principalmente com o computador isso é muito complicado…

00:19:00 - Juventude, escotismo e tecnologia

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Partial Transcript: JALILE MEDEIROS - É, isso que eu ia perguntar: como é que hoje vocês lidam com esses jovens com toda essa concorrência lá? Porque botar os jovens no mar, pra fazer uma atividade de recuperação de encosta, por exemplo, pra tirar ele do computador, de um vídeo-game…

ALEXANDRE PIMENTA - Ah, então, isso é complicado. Então…

JALILE MEDEIROS - Mas vocês têm um número bom, conseguem lidar bem com isso.

ALEXANDRE PIMENTA - A gente tem um número razoável, assim. Em outros lugares do mundo é muito maior que aqui, proporcionalmente é muito maior do que aqui no Brasil. A gente acha que tem espaço o bastante pra crescer. A gente teve um crescimento muito grande na época de 80, mas por toda a questão de política do país, até porque o pessoal acaba associando o escotismo ao militarismo, o que não é, é uma coisa diferente, aí deu uma queda assim. A gente tem esse problema, enfrenta. Aí tem algumas coisas que a gente faz: primeiro lugar, se o garoto vem, as atividades sendo atraentes, a gente espera que ele fique, a gente consegue chamar. É...

JALILE MEDEIROS - Tem que ser o tempo inteiro atraente.

ALEXANDRE PIMENTA - É, diferente também, né? Porque o jovem. Então, eu acho que ter essas coisas de objetivos claros pro garoto… e aí você tem, quando ele entra, ele entra dentro de um grupo, começa a participar de um grupo real, né? Então, isso, quando os garotos entram, a gente procura ver com os líderes das equipes pra receber bem esses garotos. Esse é o primeiro ponto, né? Mas também o que acontece? A gente não tá isolado do mundo; então, eles podem tirar especialidade. Ao mesmo tempo que eles estão fazendo essas atividades, eles podem tirar especialidade de tecnologia, ligados a computador, tem essa especialidade em vídeo-game, que é relacionado a atividade do cara ver, fazer um guia de vídeo-game, participar… Então, tem várias coisas também, porque não adianta achar que ele não vai trabalhar com o computador, não vai…

JALILE MEDEIROS - A ideia é essa, tem que ter, no mundo tecnológico não existe…

ALEXANDRE PIMENTA - Então, é uma coisa que a gente fazia muito antigamente era usar bússola. A gente ensina pra eles a usar a bússola. A gente faz o chamado “percurso de guia” que era na mão, a gente fazia pra montar um mapinha, não sei o que… Hoje em dia você tem GPS; então, a gente ensina a fazer na mão algumas coisas, mas na prática a gente tem o GPS. Tem gente que não gosta, tem gente que é conservador e não gosta; mas, por exemplo, meu irmão é engenheiro florestal, trabalha com isso: “Ah, você mostra a bússola pra mostrar o que você pode fazer, mas quando você pega o GPS e você faz as rotas, não sei o que, essas coisas, você sabe que, quando você for fazer um mapa, você vai usar o GPS, né? Não adianta”, então, essas tecnologias você vai embutindo. Então, a gente fazia muita, usava lampião a gás, hoje em dia quase não tem muito lampião a gás, né? A gente sabe ensinar lampião a gás, a gente usa, ensina manutenção; eles podem até usar, mas hoje em dia não tem mais, porque, em primeiro lugar, o bujãozinho já não existe mais, né? É proibido. Tem o risco envolvido e você vai ter que (?) é muito mais prático. Aí tem o problema da pilha, aí você tem que ver e conscientizar: “Então, vamos usar pilha reciclável, vamos usar alguma coisa de…” tem umas pilhas agora que tem energia solar, que você recarrega… Aí você vai tendo problemas, problemas que são diferentes, os desafios são diferentes, mas aí você dá uma atualizada também. Mas eu acho que, a partir do momento que o garoto vem, e ele tem os desafios, e tem junto uma equipe boa, ele tem amizade, começa a rolar amizade; ele começa a vir, ele se sente parte do grupo.

JALILE MEDEIROS - A importância, eles se sentem importantes também, né?

ALEXANDRE PIMENTA - É, então, e como ele é valorizado, dentro do trabalho ele tem a chance de ser líder, tem a chance de trabalhar com o que ele quer, ele acaba sendo importante e acaba se comprometendo.

00:22:49 - Procedimentos para voluntários

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Partial Transcript: ALEXANDRA - Como é que vocês entrevistam uma nova voluntária?

ALEXANDRE PIMENTA - Ela, no caso, assim?

ALEXANDRA - Aham, ela no caso.

ALEXANDRE PIMENTA - Então, ela veio conversar, a gente vai conversando aos poucos; mas, se ela chegasse no grupo, a gente conversaria, veria qual o interesse dela, né? Ela já falou que trabalha com…

ALEXANDRA - Você pode fazer essa entrevista, vocês, pra eu gravarem?

ALEXANDRE PIMENTA - Posso, posso.

ALEXANDRA - Uma ficção, mas é real.

JALILE MEDEIROS - Eu tenho que falar do meu interesse?

ALEXANDRA - Isso, quem é você, seu nome.

ALEXANDRE PIMENTA - O que você gostaria de ser…

JALILE MEDEIROS - Assim, eu queria informações do grupo de escoteiros pra eu ser uma voluntária, quais são os primeiros passos, o que eu devo fazer, porque queria ser uma voluntária.

ALEXANDRE PIMENTA - Então, seu nome é?

JALILE MEDEIROS - Meu nome é Jalile Medeiros, eu trabalho como guia de turismo aqui no Rio na parte, hoje mais na parte natural, justamente com o ecoturismo, com ecotrilha…

ALEXANDRE PIMENTA - Tava até falando, trabalhei muito com borboleta, mariposa. Hoje eu sou professor também da rede pública. Mas, então, a gente quando entra, vou perguntar sua idade, se tem mais de 20 anos, 21 anos é jovem ainda, então você não entraria como voluntária; mas como eu sei que você tem um pouco mais de 21 anos. Então, como adulto, né? Só pra dizer o que a gente faz, a gente trabalha com jovens, nosso foco é o jovem, né? Então, você gosta de trabalhar com o jovem? Quer trabalhar?

JALILE MEDEIROS - Gosto de jovem, criança…

ALEXANDRE PIMENTA - A gente aqui tem 2 etapas dividas bem no grupo dos escoteiros. Você pode trabalhar diretamente com os jovens ou trabalhar na logística pra dar suporte às atividades com o jovem, né? E eu acho interessante você vir aqui, a gente vai passar pra você o projeto educativo que tem aqui, a gente vai passar o projeto educativo pra você, pra você conhecer o que é o movimento escoteiro. Eu acho que… a gente faz atividade com jovens com a intenção de construir os valores dos jovens pra formação do caráter dele; aí a gente pede pro adulto voluntário só o compromisso, a gente procura adultos compromissados com a causa, né? Se você tem interesse, está disposta a vir… se comprometer a vir aqui no grupo, você acha que teria essa disponibilidade de tempo?

JALILE MEDEIROS - Sim, lógico. Vou criar até.

ALEXANDRE PIMENTA - Então, a gente, normalmente, o grupo tem reunião todo sábado, mas a gente tem atividade fora do grupo. A gente tem reunião duas horas normalmente no sábado, no meu grupo são duas horas… de duas a três horas dentro do grupo pra gente praticar, treinar, ver os valores, fazer as atividades dentro do grupo, né? Do colégio. E tem as atividades fora também, se você puder participar seria interessante. O que eu acho que a gente vai fazer com você: em primeiro lugar, ver qual o seu interesse. Acho importante você conhecer as várias etapas, vê as várias partes do grupo, ver o que você se identifica mais; e a gente vai botar um adulto com você pra escolher um adulto pra te acompanhar e tirar suas dúvidas, né? Se você teria interesse pra ver. E aí, depois, vai ter um período que vai fazer um curso do… você pode fazer um curso na região pra… pra desenvolver, né? Não precisa ficar preocupada, porque a gente entra todo mundo nos escoteiros e acha assim: “Pô, eu não sei nada de campismo, não sei acampar, não sei fazer nada”, isso você vai aprender também, porque a gente pressupõe que é uma troca: o garoto aprende, mas o adulto aprende também, e isso enriquece os dois, né?

JALILE MEDEIROS - Isso. Quando você fala do curso, eu faço o curso na sede onde eu escolhi? Ou vão me colocar pra fazer alguma atividade em outro grupo, em outro curso?

ALEXANDRE PIMENTA - Não, você tem assim: pode aprender dentro do grupo…

JALILE MEDEIROS - Que eu escolhi? Do bairro que eu escolhi?

ALEXANDRE PIMENTA - Não, a gente vai aprender, dentro do grupo que escolher são os primeiros passos, vai aprender a base, o que é a filosofia do movimento escoteiro… porque também não adianta a gente estar em um lugar que a gente não bate com a filosofia; então, eu acho que você vai ficar um tempo conhecendo o movimento escoteiro, vendo as seções, pra você ver o que é, porque eu posso falar pra você tudo isso aqui que eu estou falando e na verdade não ser nada disso, né? Vê se você se afina. É o que eu tava conversando, conversei antes, se você, de repente, você gosta da filosofia, mas não gosta das pessoas, de repente outro grupo encaixe melhor pro seu perfil, ver o perfil. Aí a partir do momento que você se acha comprometida mesmo e quer ficar, os cursos são dados pela região, aí pode ser tanto no bairro que você fez, mas é em outros locais. O que acontece? O curso serve pra nivelar todos os grupos escoteiros, porque a gente trabalha de forma local, né? A gente tem vários grupos no Rio todo, tem uns cem grupos no Rio todo, hoje acho que tem cem grupos; só que a ideia, é lógico que cada grupo tem a sua particularidade, mas a base tem que ser a mesma, a ideia, a filosofia, o método. Isso tem que ser, apesar de se adequar a cada local, cada região, cada grupo tem sua especificidade, mas ele precisa ser igual; então, os cursos vão ser dados pela região, por um grupo. A ideia é que nivele todos os chefes pro escotismo ser parecido, ser diferente, mas ser parecido em todos os lugares.

JALILE MEDEIROS - No final todo mundo vai pensando igual.

ALEXANDRE PIMENTA - É, e o que acontece? Conforme vai sendo mais avançado os cursos, você vai desenvolvendo. Então, a gente falou, a gente tem uma RPPN; então, um dos cursos que é de campismo é dentro da RPPN, que aí você trabalha a parte de campo, acampa… Então, esses cursos de acampar são normalmente em um lugar: ou lá em Magé ou em Itatiaia no parque, a gente tem lá um chalé escoteiro dentro do parque, né? Que foi dado lá por Getúlio Vargas, há um tempão. A gente, inclusive, faz parte do conselho de Itatiaia também. Então, aí você vai indo nesses cursos; conforme você vai progredindo, os cursos vão ficando mais elaborados assim; aí, conforme você vai querendo, desenvolvendo, você vai fazendo e vai modificando lugares. E tem também os cursos que são, que não são diretamente, são diretamente ligados ao escotismo, mas não à área da formação, que o pessoal chama de “cursos acessórios”; então, o pessoal que tem interesse de liderança, de coaching, de trabalhar mesmo com liderança; às vezes a gente bota alguns cursos que a gente entende que não é do curso, do escopo geral do escotismo, mas enriquece o chefe de maneira geral, né?

JALILE MEDEIROS - Aí é indicado?

ALEXANDRE PIMENTA - Não, aí normalmente é aberto.

JALILE MEDEIROS - É indicado pelo grupo…

ALEXANDRE PIMENTA - Você vai fazer esses cursos, quem faz são, você quando entra no grupo de escoteiro, você faz um registro que é nacional, que é teoricamente ligado ao mundial, né? Mas ele é um registro nacional; então, seu nome vai pra um cadastro geral de todos os escoteiros do Brasil e também mundial, porque mundial a gente tem associado, né? Tem vários: mundial, panamericano…

ALEXANDRA - Você é de onde?

JALILE MEDEIROS - Sou daqui.

ALEXANDRA - Do Rio de Janeiro?

JALILE MEDEIROS - Eu moro no Rio.

ALEXANDRA - Aqui na Urca?

JALILE MEDEIROS - Eu moro no Flamengo.

ALEXANDRA - Aqui pertinho.

ALEXANDRE PIMENTA - Esse cadastro você pode fazer normalmente, dependendo do curso, tem cursos que são específicos pra escoteiros que tem pessoas que são registradas, tem um registro que inclusive tem um seguro pra caso aconteça alguma coisa, né? Levar pro médico, A gente tem um respaldo; tanto os garotos, quanto o chefe fazem pra ter esse respaldo. Aí você pode fazer esses cursos que são mais abertos, de repente é o de interesse geral, eles podem ser feitos muitas vezes por qualquer pessoa, mas é focado. A gente lança um aviso pra todos os grupos de escoteiros, pra aqueles que querem participar, mas é aberto; então, mesmo que você não fosse escoteira, poderia participar de alguns cursos.

JALILE MEDEIROS - Onde eu ponho meu nome logo pra me inscrever? (risos)

ALEXANDRE PIMENTA - Então, é…

JALILE MEDEIROS - Eu vou entrar em contato.

ALEXANDRE PIMENTA - É, entra em contato. O que acontece…

JALILE MEDEIROS - Pra eu conhecer logo o grupo, ver a filosofia.

ALEXANDRE PIMENTA - Foi o que eu disse: se você quer conhecer, conhece em cada grupo as pessoas assim, vê se… porque, como é uma coisa que a gente fala assim: “Ah, duas horas por semana”, mas não são duas horas por semana, né? É um trabalho que é muito mais do que isso. Você, durante a semana, quem trabalha com o jovem, durante a semana está pensando nas atividades, tá pensando nas coisas que vai fazer. Qual é a ideia? Vamos falar: “Ah, são duas horinhas”, mas não são…

JALILE MEDEIROS - É a semana toda, né? Que você vai juntar naquelas duas horas.

ALEXANDRE PIMENTA - Aí você acaba se progredindo, pensando e se envolvendo muito mais, né? Aí, conforme seu interesse, vai se envolvendo em meio ambiente e tal, começa a participar da parte de meio ambiente da região… Quem nasceu no subúrbio, mas as inscrições são no local, assim, de acordo com o local que você vai ter, com a unidade local. A nossa base de trabalho é o local, aí já vai vindo… Escolhe o local que você vai fazer, como você vai trabalhar muito tempo, vê as pessoas, se você tem afinidade; se achou que tem afinidade, gostou do movimento escoteiro, óbvio, sentiu que é o clima que você tá; você faz registro lá, aí começa a participar, aí começa. E assim, às vezes as pessoas são meio fechadas, procura saber, né? Perguntar, tirar das pessoas; porque às vezes as pessoas ficam meio tímidas, e aí o pessoal tá tão…

ALEXANDRA – Ninguém aqui é tímido.

ALEXANDRE PIMENTA - É, ocupada… Não, é que a gente às vezes fica muito ocupado, o chefe principalmente, ou os jovens, e aí não se toca, porque o adulto, como não é o foco, às vezes o cara tá lá, tá ajudando, mas você não se toca que a pessoa não tá progredindo assim. Aí você corre atrás, você tem que procurar melhorar. Se você perguntar a qualquer chefe, acho que de qualquer grupo, ele vai tirar, vai ter mó interesse; mas às vezes, não é por maldade, a pessoa “Pô, fiquei lá, ninguém me deu atenção”, não é por maldade, é porque, como adulto, você espera que as pessoas procurem, eu acho, né? Que é diferente do jovem que é o nosso foco.

00:32:51 - Encerramento

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Partial Transcript: JALILE MEDEIROS - Muito obrigada!

ALEXANDRA - Obrigada! Nós somos do Urca Institute, a gente está fazendo a troca de histórias de vida, com uma meta de, assim, diante de uma causa que seria a Baía de Guanabara. A gente tá querendo também trabalhar localmente de um bairro pra outro em volta da Baía, pra ver se a gente não consegue conscientizar também; ou ver se as pessoas não se conscientizam através das histórias de vida. Eu também acho muito interessante o seu trabalho com o meio ambiente, a gente tá lá, se você quiser dar um breve depoimento sobre o seu trabalho, seria ótimo.

JALILE MEDEIROS - A gente passa lá, então.

ALEXANDRE PIMENTA - OK, obrigado!

JALILE MEDEIROS - Obrigada pela explicação!